Mito ou verdade: A dependência química é hereditária?

A dependência química é uma doença crônica e progressiva, se não for tratada devidamente poderá levar o adicto a morte. A doença não tem cura, mas de acordo com pesquisas, 30% mundialmente das pessoas conseguem se livrar das drogas. A ONU descreve que 35 milhões de pessoas necessitam de tratamento para a dependência química. O vício pode causar inúmeros problemas à saúde física, mental, emocional e profissional.

A dependência química pode ser hereditária? Existem muitos estudos e opiniões divergentes sobre o assunto. Há análises que apontam a dependência química como um fator hereditário para determinados tipos de drogas. O fator hereditário pode estar ligado ao consumo na família de ser dependente em terminado tipo de droga, a criança poderá crescer com o costume e então terá grandes influências sobre a sua vida adulta.

Dependência química pode ser hereditária?

De acordo com o artigo desenvolvido pelo doutor Guilherme Peres Messas “Encontramos evidências para afirmar a importância dos fatores genéticos na transmissão da vulnerabilidade às dependências”. Pessoas que estão sempre em um ciclo de amigos e familiares que estimulem a usar drogas, consequentemente ele terá fortes indícios de ser um usuário. De acordo com o doutor Alexandre Castanheira, “ Então a pré-disposição ela tanto pode ser hereditária quando tem outros números fatores que faz com que o indivíduo se torne um doente, dependente químico”.

Os ricos da hereditariedade

De acordo com estudos realizados pela Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a professora Ana Lúcia Brunialti Godards descreve que com o álcool, há 50% de chances de ocorrer dependência pela herança genética e 50% de chance de ter influências pelo ciclo de pessoas que ele vive. Não há estudos profundos que comprovem a existência maior de que a herança genética prevaleça sobre uma pessoa.

Pais que consomem a droga cocaína pode ter uma alta probabilidade de passar o vício para os filhos. Mães que fazem o uso da droga cocaína durante a gravidez pode ter efeitos na criança de dificuldade no aprendizado, défice de atenção e hiperatividade, além de uma futura probabilidade de hereditariedade no vício das drogas. Pais ao terem filhos no período em que usam das drogas cocaína, poderão causar a criança falta de memória, ansiedade e também défice de atenção.

Fatores que estimulam o usuário a ser dependente químico

Apesar de haver estudos que comprovem uma alta probabilidade de hereditariedade entre filhos de usuários, é importante ressaltar que não há apenas esse fator que possa interferir no consumo de drogas de uma pessoa. O ciclo pelo qual ele vive pode ter interferências principalmente se a criança cresce um lar onde há muito consumo de bebidas e drogas. Drogas mais fortes podem causar além de uma dependência, problemas como imperatividade e dentre outros.

Tratamento para a dependência química

É possível evitar problemas prejudicais a crianças ainda na gestão, é importante que a internação seja feita o quanto antes para que não tenha problemas no futuro de vício em consequência da hereditariedade. Há três tipos de internações que possam ajudar o dependente, como:

Internação voluntária: onde o próprio usuário aceitar fazer a internação.

Internação involuntária: que é a internação ocorre sem o consentimento do adicto, os familiares de primeiro grau poderão realizar a internação.

Internação compulsória: a internação acontecerá por meio de uma decisão judicial.

O Grupo Aliança pela Vida pode ajudar dependentes químicos a encontrar uma clínica de reabilitação ideal para o adicto, é só entrar em contato com a instituição.