Veganismo 

Veganismo é um movimento de justiça social para que nós, seres humanos, vivamos sem explorar os animais.

É uma forma de se posicionar no mundo motivada por convicções éticas com base nos Direitos Animais, que procura evitar exploração/abuso dos mesmos. É a prática e busca da abolição ao uso de animais por seres humanos para alimentação, apropriação, comercialização, trabalho, caça, pesca, vivissecção, confinamento e toda atividade que envolva a exploração da vida animal.

Sendo assim, as pessoas que adentram ao veganismo procuram abolir qualquer ação que explore animais, zelando pela preservação da liberdade e integridade animal, no exercício da não-violência, a busca por alternativas aos mais diversos produtos, o não consumismo, ação direta, entre outras práticas. É o ato de lutar diariamente pelos direitos animais, evitando ao máximo a exploração de animais humanos e não-humanos.

É muito importante diferenciar a ideologia vegana da dieta vegetariana. Veganismo não é dieta, mas sim um conjunto de práticas focadas nos Direitos Animais que, por consequência, adota uma alimentação estritamente vegetariana, ou seja, sem laticínios, ovos, mel, colágeno, etc. 

A alimentação é apenas uma das partes do conjunto de práticas. Os animais têm o direito de não serem usados como propriedade, e o veganismo é a base ética para levar a sério esse direito, pelo mínimo de respeito a eles.

O termo "vegan" foi criado em 1944 na Inglaterra, por diferenças ideológicas a Sociedade Vegetariana, pois o termo vegetarianismo se limita a dieta.

São diversas razões que levam os indivíduos a se tornarem Veganos, algumas delas:

1. Ética

São abatidos mais de 10 mil animais terrestres por minuto no Brasil para produzir carnes, leite e ovos. A maioria destes animais são frangos, porcos e bois – animais que têm uma complexa capacidade cognitiva e sentem dor, sofrimento e alegria da mesma forma que os cães que temos em casa. Os animais são sencientes (capazes de sofrer e sentir prazer e felicidade), por isso a escolha vegetariana é uma escolha de não compactuar com a exploração, confinamento e abate destes animais.

2. Saúde

Diversos estudos associam efeitos positivos de saúde com a maior utilização de produtos de origem vegetal e restrição de produtos oriundos do reino animal. De acordo com inúmeros estudos científicos – cada vez mais freqüentes e publicados por instituições idôneas –, o consumo de carnes está diretamente associado ao risco aumentado de doenças crônicas e degenerativas como diabetes, obesidade, hipertensão e alguns tipos de câncer.

3. Meio ambiente

Segundo a ONU, o setor pecuário é o maior responsável pela erosão de solos e contaminação de mananciais aqüíferos do mundo. A ONU também estimou que cerca de 14,5% das emissões de gases do efeito estufa oriundas de atividades humanas têm origem no setor pecuário. A maior parte do desmatamento da Amazônia tem sua origem na produção de carnes, laticínios e ovos. 97% do farelo de soja e 60% do milho produzidos globalmente são utilizados não para consumo humano, mas para virar ração para as fazendas e granjas industriais, produzindo alimentos a uma eficiência muito baixa.

4. Sociedade

A produção de alimentos através da atividade pecuária não é apenas ambientalmente degradante, mas também contribui significativamente para o desperdício global de alimentos, uma vez que são consumidos de 2 a 10 Kg de proteína vegetal (por exemplo, soja) para produzir apenas 1 Kg de proteína de origem animal. Em um mundo com 1 bilhão de pessoas que passam fome, jogar toda essa comida no lixo é socialmente inaceitável. Ademais, o setor pecuário concentra a maior parte da mão-de-obra escrava rural brasileira. (saiba mais)

Segundo alguns estudos, a principal motivação de adoção do veganismo é a ética, seguido da motivação de saúde e, em menor proporção, de outras motivações. 


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